A importância da literacia para uma sociedade responsável

Celebra-se a 8 de setembro o Dia Internacional da Literacia. Numa sociedade cada vez mais complexa e exigente, é fundamental uma cabal compreensão daquilo que se lê. Para o Cetelem, a Literacia é um fator fundamental para a formação. Só assim é possível criar uma sociedade responsável e ciente dos seus direitos e responsabilidades.

8 de setembro é um dia especial. Infelizmente, em Portugal os índices de literacia são ainda bastante baixos. No sentido de mudar esta tendência nacional, o Cetelem, no âmbito das suas ações de Responsabilidade Social, criou em 2015 o programa “Tem Tudo a Ler” com o objetivo de incentivar a leitura. E porque a literacia é relevante, e não apenas por motivos culturais, este projeto procura contribuir também para o aumento dos conhecimentos de cariz financeiro.

No sentido de ajudar os portugueses a melhor compreender matérias tantas vezes de difícil entendimento, o Cetelem publicou este ano um estudo dedicado à Literacia Financeira. E apesar de se assistir a uma pequena alteração de paradigma, menos de metade dos portugueses conhece o jargão de grande parte dos conceitos financeiros. Se expressões como Taxa de Câmbio (39%), Inflação (38%), Euribor (32%) ou Dívida Pública (32%), são relativamente conhecidas, já conceitos como Rating (14%), Revolving (12%), 3D Secure (12%) ou MTIC – Montante Total Imputado ao Consumidor (9%), são desconhecidos de uma larga franja dos consumidores. A única expressão financeira a ultrapassar os 50% de conhecimento, mais concretamente 55%, é mesmo juros.

Entre as principais conclusões, refira-se que 13% dos consumidores já conseguem poupar no final do mês bem acima dos apenas 4% em 2016. De forma regular ou pontual, 50% dos portugueses assume conseguir poupar – contra 36% no ano passado. E pela primeira vez desde 2014, aumenta o número de pessoas que controla o orçamento familiar, 83%.

Este estudo permite também verificar que aumentou o número de pessoas que considera importante a formação financeira, num total de 57% dos inquiridos – o que não se verificava desde 2014. Para os inquiridos, tanto as escolas como os as instituições financeiras (ambas com 22%) são aquelas que deverão ter um papel mais efetivo na formação. O Banco de Portugal, com 13%, e a televisão e rádio públicas, com 9%, são outras entidades mencionadas
Ainda assim, é um valor bastante abaixo dos 92% de portugueses que, em 2014, tinham a opinião de que a formação financeira era relevante, isto num período em que a crise e a presença da Troika no nosso país motivavam grande atenção a matérias desta índole.

Também a educação financeira dos filhos é aspeto relevante para cerca de dois terços dos pais, mais 18% que em 2016, quando apenas 46% considerava este tema relevante para a formação dos mais jovens.

Já a gestão orçamental é a matéria mais visada pelos portugueses relativamente à necessidade de maior conhecimento, com 21%. Os dados do estudo sobre Literacia Financeira do Cetelem indicam ainda que 30% dos inquiridos considera precisar de formação financeira, mais 4% que o registado no ano passado.

«A capacidade de contribuir para o aumento da literacia dos portugueses é fundamental para o Cetelem. Pretendemos incentivar o gosto pela leitura e potenciar esse gosto. Mas também queremos que todos os portugueses estejam aptos para conhecer e lidar com conceitos financeiros, cada vez mais importantes para o dia-a-dia de todos nós. Os anos de crise ajudaram a uma crescente atenção a este nível, mas queremos ter um papel mais proactivo no que respeita a esta matéria. O programa “Tem Tudo a Ler”, o estudo sobre Literacia Financeira e o portal Notas em Dia do Cetelem, que tem como principal objetivo ajudar os consumidores na gestão do orçamento são disso sinal evidente», explica Leonor Santos, responsável pelo programa “Tem Tudo a Ler” e Diretora Compliance e Jurídico do Cetelem.