ESTREIA DA NOVA CRIAÇÃO DE LUIZ ANTUNES, COMPANHIA PAULO RIBEIRO, NOS 20 ANOS DO TEATRO VIRIATO

Em 2019, a Companhia Paulo Ribeiro, companhia residente desde 1999, apresenta duas estreias absolutas na programação dos 20 anos do Teatro Viriato. A primeira já a 25 e 26 de janeiro é assinada por Luiz Antunes e a segunda será uma coreografia de António Cabrita e São Castro com data de apresentação marcada para a rentrée em setembro.

 

No ano em que acontecem os 20 anos do Teatro Viriato, Luiz Antunes – a convite da Companhia Paulo Ribeiro e, em colaboração com António Cabrita e São Castro – apresenta, em estreia absoluta, a 25 e 26 de janeiro, às 21h30, Todos, Alguém, Qualquer Um, Ninguém, uma peça sobre o acontecimento, enquanto ação contínua com diferentes intenções e velocidades, que se reflete na vida de cada um e é interpretado distintivamente.

 

No palco, a interpretação é de Ana Moreno, Guilherme Leal, Joana Lopes, Małgorzata Suś, Rafael Oliveira e Ricardo Machado. Seis figuras em cena que, entre o lento e a explosão, geradora do que é acontecer, viajam por momentos de solidão, de raiva, de julgamentos sumariamente físicos, brutos carregados de novos dogmas, de novas formas de moralismos, cenas que por acontecerem estão a ser reais, são garantia da realização inevitável de algo. Subtis olhares que marcam o início de novo caos e que produzem sensações. Figuras que fazem tudo e, contudo, nada conseguem. Gritam em silêncio, o mudo silêncio do corpo.

 

Todos, Alguém, Qualquer Um, Ninguém resulta de uma encomenda do Teatro Viriato à Companhia Paulo Ribeiro, companhia residente desde 1999, para a criação de um espetáculo que retratasse os acontecimentos marcantes das últimas duas décadas. Já o convite da direção artística da Companhia Paulo Ribeiro, António Cabrita e São Castro a Luiz Antunes enquadra-se num dos eixos de ação da própria Companhia de diversificação da sua identidade e linguagem criativa e artística. Na resposta ao desafio, Luiz Antunes reflete sobre o acontecimento, sobre o fazer acontecer, tornar real o que aconteceu, o que se consegue ver, e não o que dizem os escritos sobre a forma como aconteceu, porque nos escritos não há sentimento efetivo. 

 

Esta será uma das duas estreias que a Companhia Paulo Ribeiro apresentará na programação para 2019 do Teatro Viriato. Na rentrée em setembro (19 e 20), será a vez dos coreógrafos e diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro, António Cabrita e São Castro estrearem “Last”, uma coreografia para uma partitura de Beethoven, com a participação ao vivo do Quarteto de Cordas de Matosinhos. Presença reforçada dado que os 20 anos do Teatro Viriato são indissociáveis dos da companhia residente, Companhia Paulo Ribeiro, que esteve na génese da criação do projeto artístico do Teatro Viriato. Uma relação pautada pela distinção das missões, dinâmicas e eixos de ação das duas entidades, mas também pela articulação de objetivos comuns no que diz respeito à intervenção na formação e no desenvolvimento de públicos.