Poder Local Democrático comemorado com emoção em Moimenta da Beira

A comemoração dos 40 anos de Poder Local Democrático, em Moimenta da Beira, foi vivida de forma emocionada e incluiu a apresentação de um livro sobre o tema, bem como, a inauguração de uma galeria de fotografias com os rostos de todos os presidentes da Câmara Municipal, desde a implantação da República. A efeméride contou ainda com o descerramento de uma placa evocativa, no átrio dos Paços do Concelho.
“Não havia melhor maneira de celebrar os 40 anos de Poder Local Democrático, homenageando todos os eleitos locais”, lembrou Alcides Sarmento, presidente da Assembleia Municipal, o primeiro dos oradores.
“Já tem uma idade adulta, mas o Poder Local Democrático ainda vive fragilidades, muito por causa da falta de vias de comunicação no interior”, sublinhou António Reis, deputado municipal.
“A regionalização ainda está por cumprir, violando a própria Constituição da República Portuguesa, facto incompreensível”, denunciou Maria Emília Martins Costa, deputada municipal.
“Importa sublinhar, nestes 40 anos, a seriedade como palavra-chave, seriedade no exercício de funções de todos os autarcas eleitos em Moimenta da Beira”, destacou Cristiano Coelho, vereador.
“Antes do 25 de Abril de 1974 não havia dinheiro para nada, estava tudo por fazer. Depois da Revolução mudou tudo, para melhor”, lembrou José Gomes Natário, ex-presidente da Junta de Freguesia de Peva, hoje com 90 anos de idade, o mais antigo autarca presente na sala, que arrancou da assistência a primeira ovação de pé.
“Sinto uma satisfação sem limite sempre que me lembro da ajuda prestada aos outros, e do serviço público que contribuiu para o progresso do concelho”, disse Manuel Ferreira Pinto, o primeiro presidente da Câmara eleito em democracia.
“O investimento no desenvolvimento dos territórios não deve ser feito só pelo Poder Local, o Poder Central deve também dar o seu contributo”, enfatizou José Agostinho Gomes Correio, ex-presidente da Câmara Municipal.
“O Estado Central investe muito pouco. Só 17% da verba do Orçamento de Estado vai para os municípios, enquanto a média europeia é de 32%. Mas mesmo recebendo tão pouco, é bom lembrar que com esse pouco as autarquias são responsáveis por 66% do investimento feito no país”, protestou José Eduardo Ferreira, atual presente da Câmara.