“Viseu, Linda Cidade Museu”

A nossa cidade faz cada vez mais jus a um dos versos mais palpitantes do seu hino: “Viseu, Linda Cidade Museu.” Naturalmente recorrera à subtil metáfora de transformar Viseu num museu a céu aberto, com as esculturas vivas das suas gentes, as pinturas da sua história e as melodias das tradições beirãs. Afinal, trata-se da Senhora da Beira, exige-se, portanto, cavalheirismo poético.      Mas vejamos, então, a definição de museu: “um museu é um lugar onde se guardam e exibem colecções de objectos de interesse artístico, cultural, científico, histórico.” Parece-me claro que Viseu, através da sua oferta cultural, apoiada sobre variadas iniciativas e eventos desse cariz, se enquadra na definição atrás citada.     É seguro afirmar que uma rubrica como esta teria menos matéria para desenvolver artigos, entrevistas ou reportagens recuando miúdos anos. Hoje qualquer interveniente do meio cultural viseense encontra um terreno fértil para lançar as sementes da criatividade.

Assistimos ao ideal cruzamento da tradição e da inovação. Viseu sorri nas longevas e prestigiantes tradições, como o São João, as Cavalhadas de Vildemoinhos e a Feira de São Mateus (com claro ascendente de qualidade e organização), mas saúda os novos filhos comemorativos: Jardins Efémeros, Festival de Jazz de Viseu, Festa das Vindimas, Outono Quente, Feira de Natal e Tons de Primavera, entre muitos outros). À boa maneira greco-romana, parece que a cidade e o seu povo dão graças às estações recorrendo à práctica festiva.

 

Haja intolerância para qualquer desvio deste trilho bendito! Existe hoje pretexto para o viseense abdicar do cómodo fogo caseiro e encher-se de vida nas ruas da sua cidade. Música para os nómadas dos acordes, gastronomia para os cavaleiros do paladar e tradição para os discípulos do romantismo.        Viseu convida-vos, a rua é já ali.

 

 

 

P.S – O autor opta por não recorrer ao Novo Acordo Ortográfico.